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A pesar das complicadas condições do mercado consumidores financiam R$ 69 bilhões nas suas compras


Apesar dos esforços do Banco Central (BC) para pôr um freio no consumo, o brasileiro não se intimidou frente à piora das condições de crédito. Mesmo com os juros nas operações para pessoas físicas tendo alcançado 43,8% ao ano, o maior nível desde agosto de 2009, em fevereiro as famílias pegaram R$ 69,7 bilhões emprestados para saciar seus anseios por mercadorias e serviços, um volume 3,7% superior ao de janeiro.

Nem o aperto na taxa básica (Selic), que subiu de 10,75% ao ano para 11,75% em 2011, nem as medidas prudenciais anunciadas em dezembro do ano passado conseguiram reduzir o ímpeto por financiamentos. A despeito da vontade do presidente do BC, Alexandre Tombini, o crédito total se expandiu 21% em 12 meses.

Os números são fortes, mas o BC ainda acredita que o ritmo de expansão do crédito vai diminuir. A certeza deriva das expectativas de desaquecimento da economia, tanto que a autoridade monetária reduziu de 15% para 13% a projeção de alta do estoque financiado em 2011. “Estamos esperando uma desaceleração”, afirmou o chefe-adjunto do Departamento Econômico do BC, Túlio Maciel. Por enquanto, isso não passa de uma esperança. Até mesmo o financiamento de veículos, justamente o que o BC mirou com mais força quando adotou medidas para apertar o crédito, registrou elevação nas concessões. Entre janeiro e fevereiro, a linha obteve um incremento de 12,6%. Empréstimos pessoais seguiram ritmo semelhante, avançando 13,9% — os imobiliários, 34,6%.

Os dados preliminares de março, contabilizados até o dia 17, mostram os juros ficando mais pesados e, ainda assim, o brasileiro comprando bastante. A média diária de concessões, por exemplo, avançou 4,5% na primeira quinzena, dando prosseguimento ao ritmo de consumo das famílias. Em fevereiro, elas haviam ficado em 8,9%. As taxas também avançaram no período, registraram alta de 1,5 ponto percentual. No mês passado, o incremento foi de 0,7 ponto percentual.

A inadimplência subiu 0,1 ponto percentual entre janeiro e fevereiro. Com essa leva alta, o calote atingiu 4,7% das operações de crédito. Após reduzir os prazos de financiamento e a quantidade de dinheiro disponível para empréstimos e elevar os juros básicos, o Banco Central estimava um reflexo maior. “Esperávamos alguma reação da inadimplência, mas ela vem ocorrendo de forma moderada. Esse avanço ainda não preocupa”, explicou o chefe-adjunto do Departamento Econômico do BC, Túlio Maciel.

Cheque especial ainda muito caro

O cheque especial foi uma das poucas modalidades de crédito que registraram, ao mesmo tempo, recuo nas concessões — de 0,5 % entre janeiro e fevereiro — e na taxa de juros, que encolheu 5,2 pontos percentuais. O movimento, segundo especialistas, se explica porque a modalidade é a que tem um dos encargos mais altos do país, de 167,4% ao ano. Para não pagar esse valor astronômico, os brasileiros estão migrando para opções mais em conta, como o consignado (empréstimos com desconto no contracheque), que cobra 28,9% ao ano.

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