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Custo dos empréstimos baixa em fevereiro


Boa parte dos empréstimos ficou mais barata no mês passado. E as reduções ocorreram mesmo após o BC (Banco Central) tomar medidas para conter o crédito no País, com objetivo de segurar a inflação.

Levantamento da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), divulgado ontem, apontou que a taxa média de juros nas operações de crédito, para as famílias, teve recuo de 0,12 ponto percentual, o que resultou em custo médio mensal de 6,73%. Em janeiro, a entidade apontou que os empréstimos para as famílias tinham taxa média de juros de 6,85%. O resultado surpreendeu, segundo o coordenador das pesquisas de juros da Anefac, Miguel Ribeiro de Oliveira.

"A princípio esperávamos altas nas taxas pelas medidas que o BC tomou, como o aumento dos compulsórios e da taxa básica de juros Selic", argumentou o coordenador.

No entanto, o especialista avaliou que a redução na taxa média foi proporcionada por um conjunto de fatores, entre eles a demanda do consumidor aquecida por crédito e as próprias estratégias dos bancos para aproveitar o bom cenário da economia nacional e a ampliação da renda das famílias. Tudo isso impulsionou um dos pilares da formação dos juros, a inadimplência.

Na avaliação do professor de Finanças da EESP-FGV (Escola de Economia da Fundação Getulio Vargas em São Paulo) Samy Dana, a inadimplência das famílias, dentro do SFN (Sistema Financeiro Nacional), no qual estão incluídos os bancos e as financeiras, está em patamar baixo, o que facilita as operações que as instituições fazem para captar recursos e poder emprestar.

De acordo com o último Boletim de Operações de Crédito do BC, divulgado no mês passado e referente a janeiro, a inadimplência do consumidor estava em 5,72%. É a segunda menor taxa desde março de 2001, quando o registro era de 5,64%. Para entrar na inadimplência, o consumidor deve atrasar sua conta em mais de 90 dias.

O cartão de crédito, vilão do consumidor que deixa atrasar as parcelas e entrar no rotativo, manteve a taxa média de juros de 10,69% ao mês.

ELEVAÇÃO – Dentro da média apurada pela Anefac, o cheque especial foi a única modalidade que apresentou elevação.

Em janeiro, o preço pago para utilizar o dinheiro extra oferecido pelos bancos quando a conta está no vermelho era de 7,63% ao mês. No mês passado, as taxas de juros da modalidade pularam para 7,68%, aumento de 0,05 pontos percentuais.

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